27 de janeiro de 2011

Não existem super herois



Leia e reflita sobre como conseguir ter um bom e amável relacionamento com as autoridades que Deus colocou em sua vida.

Texto Base: 1Rs 19.1 – 13.

Crescemos vendo super-heróis na TV. Eles eram sempre perfeitos, com seus poderes inimagináveis. Conte aos seus amigos quem eram seus super heróis e como você brincava? É muito legal lembrar da nossa infância, e como imitávamos esses nossos super-heróis, fosse brincando ou fingindo que éramos eles, ou usando roupas iguais às deles e, até mesmo, disputando com o colega qual super-herói era o melhor.    

O tempo passa e nós crescemos, mas continuamos buscando esses “super-heróis”. Achamos que os super-heróis ainda existem. Buscamos nas autoridades pessoas perfeitas, que nunca erram. Cobramos muito daqueles que são autoridade sobre nós. Chegamos a exigir uma perfeição sobre-humana, sejam essas pessoas nossos líderes, pastores, chefes, professores, e principalmente, os nossos pais. Muitas vezes, não suportamos ou não sabemos lidar com o erro de quem está num patamar acima do nosso em autoridade.

É importante dizer que não estou justificando as falhas e erros das autoridades, nem tirando a responsabilidade de seus atos. Contudo, existe uma diferença entre o erro moral (pecados) e erro comportamental (comportamentos que adquirimos ao longo da vida). É sobre os erros comportamentais que quero trazer uma reflexão nesta lição.

Quem nunca exigiu demais de seu líder, atire a primeira pedra. Compartilhe com seu grupo alguma vez que você cobrou uma atitude de perfeição de seu líder. Esta reflexão serve para alertar, para estimular o amor e o perdão e considerar aqueles que são lideres sobre as nossas vidas. Além disso, traz à tona a velha discussão acerca de alguns crentes que saem de suas igrejas devido a alguma decepção com seus líderes/autoridades.

A história de Elias é um ótimo exemplo Bíblico para ilustrar o que, muitas vezes, não consideramos na vida das autoridades que Deus colocou em nosso caminho. Elias era um profeta de Israel. Em sua época, Acabe e Jezabel reinavam em Israel. Baal era o deus adorado por eles. O capítulo 18 do livro de 1 Reis retrata alguns relatos sobre a vida de Elias. Ele era um homem de Deus que foi usado de uma forma maravilhosa. Também passou por maus momentos e muitas dificuldades. No entanto, Elias permaneceu fiel diante de Deus e dos homens. Ele não morreu, mas foi arrebatado pelo Senhor – 2 Rs 2.9. Quando analisamos a história deste homem de Deus, parece que não conseguimos enxergar erros em sua trajetória, mas eles existiram. E este fato não altera em nada a importância da história de vida deste personagem bíblico.

Cada um tem seu limite (1Rs 19: 1 a 4)

A rainha Jezabel ficou sabendo de tudo o que Elias fez no monte Carmelo com os profetas de Baal. Ela mandou dizer a ele que iria dar o troco. Com muito medo, Elias fugiu para Berseba. Ele andou aproximadamente 210 km e depois foi ao deserto. Lá, assentou-se debaixo de um zimbro (árvore juniperácea), sob a sombra, e clamou pela morte. Elias “afinou” para Jezabel. Ele não esperou pacientemente no Senhor. Ele se sentiu só e errou em não confiar em Deus. Elias chegou no seu limite. Teve medo por causa da morte dos outros colegas profetas que haviam morrido.  O que você acha da atitude de Elias?

Aplicação
Muitas vezes cobramos que as pessoas não errem. Quando elas erram, não aceitamos este fato e até mesmo as rejeitamos, tratamo-nas com indiferença. Pessoas decepcionadas, em muitos casos, chegam ao ponto de desviar-se da fé que professam, ou da igreja que frequentam, por causa dos erros do próximo. Está escrito na Bíblia, em Jeremias 17.5: “Maldito o homem que confia no homem”. Pensamos, muitas vezes, que o próximo é perfeito, um super-herói. Há momentos em que chegamos a crer que os líderes são perfeitos, como super-heróis. Estes, geralmente, são alvos de atos de insubmissão e rebeldia, ou ainda, retaliação.

O mesmo acontece em relação aos pais. Algumas vezes eles magoam com palavras, se estressam, fazem diferença entre os filhos, cobram demais, exigem tudo (estudo, casa, trabalho, irmãos), etc. Além disso, descontam nos filhos os problemas pessoais. Muitos não têm tempo para estar em casa com a família, substituindo a companhia dos filhos por outras coisas como trabalho, reuniões, entre outras coisas. Tantas razões levam muitos adolescentes e até mesmo jovens a dizerem: “Quero outro pai, outra mãe. Não agüento mais meus pais, não quero morar mais nesta casa”. Então o ódio, a raiva, o rancor e a mágoa tomam conta de seus corações.

Outros que também enfrentam problemas de insubmissão e respeito são os professores e patrões. Há muita dificuldade por parte de muitos em amá-los e até mesmo em respeitá-los.

Mas, quem nunca errou? Todos nós temos o nosso limite, que pode ser momentâneo ou típico da própria pessoa. Pense atualmente qual é o seu limite? Com o que você tem tido dificuldade de lidar ultimamente?

Algumas coisas a considerar (1 Reis 19: 5 a 8)
Busque entender o momento (crise financeira, problema no trabalho, doença, separação ou divórcio, TPM, pressão, tristeza, dificuldade com outro filho, problemas em casa, etc.) das outras pessoas que te rodeiam. Você é ser humano e erra. Porque as autoridades em sua vida não podem errar?

Outro detalhe importante para considerar é a história de vida de suas autoridades (Como foi sua convivência em família? De que forma o amor era demonstrado em sua família? Como esta pessoa conseguiu conquistar o que tem hoje? Será que foi através de muita luta e sofrimento? Esta pessoa já perdeu alguém de quem sente muita falta? Já pode ter passado por alguma situação de abuso, palavras duras ou algum outro tipo de agressão?). Não considere somente as coisas ruins. Esteja atento também às qualidades e boas ações desta pessoa.

Quando consideramos todas estas questões como importantes para entender o outro, evitamos muitos conflitos e mudamos nosso parâmetro de cobrança. Lembre-se: não é fácil ser mãe, pai, padrasto, madrasta, líder, pastor, professor, patrão, governante, etc.

Mais uma coisa que gostaria de destacar na relação dos filhos com os pais é que muitos filhos acham que não são amados pelos seus pais. Isto é motivo de grande conflito. É necessário considerar que as pessoas expressam o seu amor, umas pelas outras, de maneiras diferentes. Nem por isso elas não amam. É importante repararmos esse detalhe, porque nem sempre os pais estão cientes desta realidade: que cada pessoa entende “ser amado” de uma maneira diferente. Por isso quero ajudá-lo a entender melhor seus pais para que você possa entender que é amado e, com isso, não fique tão chateado.

Faça junto com seu grupo este quadro de linguagem de amor comparando a linguagens de amor com as atitudes que demonstram o amor.

Linguagem de Amor
Exemplos de Atitudes
Toque Físico

Palavras de Afirmação

Atos de Serviço

Tempo de Qualidade
Ex.: Investir tempo junto, conversando assuntos relevantes ou saindo.
Receber Presentes


Perdão e Amor (vs. 9 a 13)

Elias, o personagem dessa reflexão, tinha seu limite. Deus buscou ajudá-lo no momento de agonia. Deus mostrou paciência, zelo, cuidado e amor para com ele, ao enviar-lhe alimento e direcionamento por diversas vezes, por meio de um anjo. Também demonstrou seu amor e compaixão esperando o momento certo para confrontar Elias e mostrar a ele seu cuidado em amor e zelo.

Um comentário:

  1. Super bênção!!! Abrir os olhos dos jovens em relação aos seus familiares, e estes poderem ver que existe uma realidade em Deus que pode reverter qualquer coisa. Pois a palavra nos garante que TUDO É POSSIVEL PARA AQHELE QUE CRER.
    ALELUIA!!!
    Deus abençoe..
    Pra Adriana Ministerio Vivendo em Cristo- RJ

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