5 de agosto de 2011

Amor e limite, uma parceria que dá certo


Vivemos numa geração de adolescentes que têm como principal característica a falta de limite. Muitos pais reclamam que perderam o controle sobre o filho adolescente, e já não sabem mais o que fazer. O pior é que além dos pais, muitos adolescentes e jovens também não estão respeitando professores, lideres, policiais e todo tipo de autoridade.

A sensação que tenho muitas vezes vendo ou lendo os jornais, é que o limite já não existe, e que cada um faz o que quer. Histórias e mais histórias de indisciplina, desrespeito são ouvidas em gabinetes pastorais, clinicas, salas de atendimento, juizado de criança e adolescentes e até mesmo nas delegacias de policia.

Essa realidade é resultado de um processo que vem de longo tempo. O ser humano normalmente tem a tendência de viver os extremos. Por isso, mesmo muitas famílias que um dia viveram sobre uma total repressão e sofreram com o abuso de poder, escolheram viver o oposto do que viveram, e com isso os filhos crescem debaixo de uma filosofia mundana e diabólica, na qual não existe limite.

O amor e o limite, para muitos não caminham juntos. A idéia defendida por muitas famílias, mídia, liderança pública é que disciplinar ou colocar o limite não é o melhor caminho. Já ouvir muitas pessoas dizerem: “Disciplinar ou colocar limites, é reprimir, é voltar ao tempo, é ditadura, é exagero, é não amar”. A idéia defendida é que alguém que ama não corrige, não fica “pegando no pé”.

Em toda Bíblia, Deus teve o cuidado de ensinar sobre limite e amor. E que se percebe que os princípios do amor e limite sempre caminham junto. Em Provérbios 3:12 diz: “pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. A palavra de Deus mostra também que o limite livra o ser humano do pior. Isso é demonstração de amor.

Não se pode disciplinar ou colocar limite em alguém de verdade se não tiver amor. Pois quando alguém disciplina o outro com outra motivação, esse está punindo, reprimindo ou até mesmo agindo para prejudicar o outro. Colocar limite é corrigir com vara (no caso dos pais), é estabelecer regras, é dar responsabilidade, é corrigir tomando atitudes firmes, é dizer não e etc. Isso só faz quem ama, pois tudo isso dá trabalho.

Limite não tem nada a ver com espancamento, repressão, ofensa, humilhação, exposição ao ridículo. Limite tem a ver com amor. Por isso os pais não devem deixar de cumprir um principio bíblico tão importante por causa dos exageros de alguns que não conhecem Deus e sua palavra. Portanto, o limite é maior atitude de amor que um pai ou autoridade pode demonstrar a alguém. A parceria, do amor e o limite dá sempre certo e seus resultados são duradouros.

4 comentários:

  1. Olá muito bom dia Pr!!! Altamente aprovado seu blog, esta palavra então justamente a realidade dos nossos dias atuais, trabalho com adolas em Brasília, porem esta realidade que vc postou esta por todo o mundo precisamos mesmo de impormos limites. É complicado as vezes pois queremos não desagradar a quem nos amamos, mas precisamos entrar em sintonia com a verdade que é a palavra de Deus, e se hoje não fazemos isto aos nossos adolas quem irá corrigi los no amanhã...???

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  2. Muito bom Pr. Bruno ! De forma ampla e bem explicada, você poderia fazer um post sobre tatuagens e piercings !?
    Um abraço !

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  3. Esse foi muito bom também!

    Que Deus te abençoe. /Eu gosto de mais do seu blog Bruno/

    Rafaela 12 anos da rede de adolescentes.

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  4. Gostei muito da palavra,louvo a Deus por meus filhos fazerem parte da rede de adolescentes.Deus continue abençoando seu ministério.

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