24 de junho de 2018

Adoração, como estilo de vida.



Você já reparou como muitas vezes nos preocupamos de maneira exagerada com nossa aparência ou desempenho?
Essa preocupação pode acontecer com qualquer pessoa, de forma consciente ou não.  Esse sentimento se torna tão maléfico, que acaba se estendendo até mesmo para o ambiente da igreja. Ex: Irmão (ã) cantando na igreja mostrando suas habilidades vocais ou até mesmo pessoas que acham que adoração acontece somente quando ela está dentro da igreja
Mas o curioso disso tudo é que quando nos voltamos para a Bíblia, e buscamos estudar sobre o que é louvor e adoração, encontramos vários textos que dizem o contrário, como por exemplo, em Jeremias 7: 1 a 15.
Neste texto, a palavra adoração significava inclinar-se ou prostrar-se. A expressão adorar neste texto é tão importante que ela aparece três vezes nos versículos 2,6,9,12. Por isso diante de tamanha explicação sobre a adoração, quero trazer algumas implicações, que irão nos ensinar sobre a adoração como estilo de vida e como Deus deseja que possamos nos portar diante das pessoas.
A primeira implicação que chama atenção: é a adoração traz mudança de vida. Nos versos 3 a 5ª, Deus usa Jeremias para dizer ao povo à endireitem os seus caminhos, que significa ao pé da letra: “Mudem de Vida”. Deus diz que se eles mudarem, Ele irá morar com eles no templo.
As palavras no versiculo 4 “este é o Templo do Senhor”, em si, eram verdadeiras. O problema era que elas levavam a uma falsa segurança, pois as pessoas pensavam que o Templo funcionaria como um tipo de amuleto, ou seja, Deus nunca permitiria que seu Templo fosse destruído, e por causa disso eles achavam não receberiam consequencias mesmo pecando por causa do templo.
O desejo claro de Deus nessa primeira parte do texto era mostrar que a pratica da adoração em nossas vida deve ser estendida para nosso comportamento. O proposito do nosso Senhor é que não vivamos uma vida na igreja e outra no fora da dela.
 A segunda aplicação que podemos trazer sobre a adoração como estilo de vida é que ela traz o abandono da injustiça e idolatria. Percebe-se claramente que o profeta Jeremias diz nos versos 5b a 10, que o povo de Israel estava prejudicando, exercendo força e estorquindo algumas pessoas. Alguns chegarão ao ponto de ficar tão alcolizado que mataram pessoas. Deus estava farto destas abonições do seu povo.
Isso também nos ensina que a busca pela presença de Deus traz mudanças significativas em nossa vida. A adoração é encontro do criador com a criatura. Quando nos adoramos a Deus de verdade as mentiras da nossa vida vão caindo. E atitudes como: prejudicar o outro em benefício próprio, murmurar falando mal da igreja, do pastor, das autoridades, furar fila, pegar um troco desonesto, agir com trapaça, tratar mal uns os outros, idolatria ao dinheiro, bens, status, Tv ou internet, vão sendo abandonados por uma pessoa que viva a adoração em sua vida.
E por fim, os versos 11 a 15 do capítulo 7 do Livro de Jeremias, nos ensina que a adoração não é lugar de proteção. Novamente o profeta Jeremias é usado por Deus para transmitir uma mensagem bem clara para o povo: Deus não livrar o seu povo do mal por causa do templo. O Povo de Israel estava achando que enquanto eles estivem no templo (lugar de adoração) estaria seguro de todo mal, mesmo que estivessem pecando contra Deus.
Portanto, o templo, um lugar na presença de Deus e aonde as pessoas adoravam ao Senhor, se tornou um lugar de falsa de proteção. A religiosidade e o sentimento de proteção é que faziam o povo de Israel ir até o templo, e não a busca pela presença de Deus.
Mais uma vez, Jeremias nos ensina algo: a adoração não deve ser um culto divorciado da vida cotidiana, pois isso não agrada a Deus. Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual. O apóstolo Paulo diz que o culto racional não é apenas um tempo de cântico que temos na igreja, mas a oferta do nosso corpo a Deus na dinâmica da vida (Romanos 12:1). O profeta denunciou o perigo de uma reforma externa sem uma transformação interna e a falsa confiança no templo, no culto e na liturgia.
Ao refletir, essa mensagem, não há como chegar à outra conclusão: a adoração não é vinculada somente ao culto ou participação do mesmo, mas a uma vida de total entrega e mudança a Deus. E como consequências dessa atitude, o adorador (a) não terá uma preocupação com a aparência em relação ao outro, mas sim de prestar uma adoração a Deus como deve ser feita, que é com sua própria vida.




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