23 de julho de 2018

Desculpe, estou em Reforma



Texto: João 8:1-11

Introdução:

§  Você já percebeu o quanto não gostamos de mostrar nossas imperfeições?
§  Como gostamos de mostrar que está tudo bem, quando não está nada bem.
§  Ou quantas vezes, não nos sentimos a vontade para falar das nossas falhas, dificuldades, erros.
§  E às vezes quando falamos sobre ela, logo já queremos mostrar que não somos assim mais, ou que não tem exageros.
§  Confesso, que sempre durante muito tempo tive dificuldade, pois sempre me preocupava com o que os outro iam achar de mim, por exemplo se o pastor Bruno, ficasse nervoso com a Naiara, ou se eu desse uma “bola fora”.
§  O que fui aprendendo, que todos nós estamos em reforma, e que todos estão em mudanças. E que não somos melhores por acertamos ou falhamos.

Desenvolvimento:

1-    Analisando o texto:

§  E, ao final do dia, ele se dirigia ao Monte das Oliveiras, onde passava a noite. O Monte das Oliveiras era um lugar de descanso e de oração para Jesus. 
§  V.2: Já bem cedo, ainda madrugada, Jesus se dirige ao templo para ensinar. Certamente ele ensinava no pátio do templo, pois era um lugar amplo para receber a multidão que se assentava ao seu redor. Assim, todos podiam escutar seus ensinamentos.
§  V.4: Os próprios escribas e fariseus anunciam o pecado da mulher (ela, era adúltera não se tratava de uma prostituta, mas, sim, de uma mulher casada, pois a acusação que lhe pesa está fundamentada na Lei de Moisés. E o fazem, dirigindo-se ironicamente a Jesus, chamando-o de Mestre, quando, no fundo, para escribas e fariseus, Jesus não representa um mestre, mas uma ameaça a sua situação de detentores da verdade e da religião oficial.
§  Sua preocupação não é com a mulher adúltera, mas antes com Jesus. Seu interesse se volta ao que Jesus responderá frente a esta situação.
§  Versos 8,9: As tais sejam apedrejadas. O apedrejamento era a pena específica para alguns casos de adultério (Dt 22.23,24), mas não para todos. A Lei requeria que ambos os adúlteros fossem apedrejados. Mas onde estava o homem então/ Eles já tinham violado a Lei por terem trazido somente a mulher. Por que as autoridades religiosas quiseram punir somente a mulher, e não também o homem? Tu, pois, que dizes? O pronome tu está muito claro no texto grego. O
§  V.6: Não só isso. Também era clara a intenção de encontrar em Jesus uma prova para acusá-lo. Também em outras ocasiões Jesus é colocado à prova, para dele extrair uma palavra que poderia servir de acusação. Jesus se furta de responder diretamente à pergunta. 
§  V.7: O silêncio de Jesus é embaraçoso e desconcertante. Tanto escribas, quanto fariseus se surpreendem com o silêncio. Eles esperavam uma resposta imediata. Por isso insistem na pergunta. Jesus está diante de uma situação delicada, pois, se ele inculpar a mulher, estará induzindo-a à morte. E esta resposta o comprometeria, pois, conforme a lei romana, aos judeus era proibido o direito de executar alguém. Se ele a desculpa do seu pecado, estará infringindo a Lei de Moisés. A resposta de Jesus é uma sentença no estilo de Salomão, (cf. 1 Rs 3.16-28) Ele manda cumprir a lei, mas por intermédio daquele que não tem pecado. Na verdade, Jesus não dialoga e nem discute com seus opositores. A sua resposta contém o novo do Evangelho que Jesus veio anunciar. Com sua resposta, fica resguardada a Lei de Moisés e eliminado o legalismo dos escribas e fariseus.
§  V.8: Sem outra preocupação, Jesus volta a inclinar-se ao chão para escrever. Novamente uma atitude de desdém, de despreocupação com seus opositores. A sua palavra é clara e inequívoca, Por força de seu Espírito, ela age.
§  V.9: Não há mais motivos para continuar a conversa. A resposta de Jesus desarma a todos. Os primeiros que iriam atirar as pedras são os primeiros a se afastar. Alguns manuscritos incluem ainda: acusados pela própria consciência, João Ferreira de Almeida em sua tradução, considera esta inclusão.
§  Todos vão embora, ficando apenas Jesus e a mulher, no mesmo lugar onde fora colocada. Escribas e fariseus saem deste encontro com Jesus frustrados e acusados pela sua consciência. A história poderia terminar por aqui. Mas ela continua, pois a mulher está aí a espera de uma palavra.
§  V.10: Agora a situação è outra. Jesus se levanta e se dirige pela primeira vez à mulher adúltera. O teor da conversa com ela não è o seu pecado, mas é uma indagação pêlos acusadores. Onde estão eles? Ninguém te condenou? Estas perguntas podem soar como irónicas, mas querem abrir o diálogo com a mulher. Jesus lhe facilita a conversa.
§  V.11: Na sua resposta encontramos uma confissão: Senhor. É uma confissão de fé de quem se sabe agora subordinado a este que tem a última palavra. Aquele que não tem pecado poderá ser o único a condená-la. Ele, Jesus, poderia atirar-lhe a primeira e única pedra. Mas não o faz. E ele mesmo o confessa: Eu também não te condeno. A misericórdia de Deus se faz presente através de Jesus, que não veio para julgar, mas para salvar. E, para deixar clara sua missão, ele termina com uma palavra de libertação: Vai. E assim possibilita à mulher adúltera um novo começo, um novo caminho. E, para a nova vida, Jesus exorta-a dizendo: Não voltes a pecar. Jesus aceita o pecador, como também o ajuda a prosseguir na vida.

§  Verso.11 — A advertência não peques mais indica que Jesus havia perdoado a mulher. Contudo, embora não a tenha condenado, Ele não foi condescendente com seu pecado. Alguns acham que o Senhor os perdoará depois que eles fizerem o melhor que puderem. Mas Jesus perdoou aquela mulher depois de ela ter feito o pior que podia. Jesus nos ama como somos (Rm5.8), mas nos ama mais ainda para permitir que continuemos sendo os seres limitados que somos.

Aplicação:

§  Gostaria de destacar algumas coisas importantes que aprendemos com esse texto:

1.    Lembre-se o telhado de tudo mundo é de vidro – Rm 3.23

§  O que te faz estar de pé é pura misericórdia de Deus.
§  “Quando vejo algum caso de pastor que errou, eu sempre oro pedindo a Deus misericórdia”
§  Todos somos pecadores, dependente de Deus.

2-    A nossa sinceridade com Deus nos faz sermos pessoas melhores

§  Sabe a hora que mais somos mudados, quando confessamos o que somos ou não escondemos a nossa dificuldade. Sl 51, 17
§  Você percebeu como nos sentimos mais a vontade de sermos nos mesmos, ao contarmos a nossas dificuldades, quando ouvimos o outro contar sua dificuldade.
§  Quanto mais nos escondemos (nosso pecado, as nossas dificuldades) mais lutas teremos com os outros, e menos transformados seremos.
§  Quanto mais fugimos de Deus, escondemos a nossa verdadeira identidade (nossas motivações, sentimento de maldade do nosso coração), mais demoraremos ser mudados, e um dia teremos que ser transformados.

3-    A igreja é um grande Hospital, e não um grande júri  

§  Muitas vezes nos esquecemos que a igreja é um grande hospital, e que todos nos somos pacientes, cada um está numa situação. E acabamos que achando que estamos em um grande júri, onde todos nos seremos julgados pelo que nos mostramos ser.
§  Voltar para o texto da mulher adultera.
§  Muitas vezes escondemos quem nós somos porque queremos ser aceitos.
§  Contar o caso da jovem na rua da Lama, e lição que eu aprende com a atitude dela.
§  Não Julgue ore

OBS.:

§  Não estou dizendo que Deus e nós aprovamos o pecado. E que também não exista realidades de falta de caráter.
§  Mas independente do erro, precisamos criar um ambiente de graça, no qual cada pessoa que tenha errado possa encontrar a igreja como um lugar de restauração.
§  Dar exemplo: quando alguém que está em liderança, ministério, dependendo deve ser cuidado, mas precisa ver um ambiente de amor na igreja local.

4-    Quando vc errar, levante-se e tente mais uma vez - – I Co 10.12

§  Jesus deu uma nova chance para a mulher adultera. E é isso que ele nos dá todos dos dias, diante dos desafios que enfrentamos.





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